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Centro Cultural Cândido Mendes - 03/1999
Boa parte das imagens dessa segunda mostra surgiu ao acaso, quando a artista ampliou a imagem de um seio, descobrindo no emaranhado dos rabiscos, a presença de uma figura. Utillizando-se do mesmo processo e aplicando verniz, a artista também pintou - se o verbo ainda é correto para explicar todo o seu processo - uma dupla de telas ovais, próximas de uma abstração barroca. Unindo o experimentalismo do anos 70 com as novas abordagens técnicas, a dupla ordem proposta pela artista se volta para o desejo de criar uma certa instabilidade nos materiais, captando com as armas tradicionais do artista - o traço, a foto, a química de elementos como, por exemplo, o betume - universos ricos de significação. Há nos seus últimos trabalhados, uma certa inquietação sensual, materializada no seio - elemento da ordem feminina - e as pérolas, o que na lógica do desejo, significa, aos menos para um autor como Georfes Bataile, um limite da sensualidade da troca. Nesse ponto, Christina Oiticica é uma artista devedora do temperamento experimental, que tanto empolgou a sua geração, criando obras para utopias das obras e para as "promessas de felicidade", que a arte tem a obrigação de ser inaugural. Wilson CoutinhoClique nas imagens para ampliar
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